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quinta-feira, 18 de abril de 2013

25. "Criticar é mais fácil que fazer melhor"


A frase não é minha, mas cai como uma luva para descrever inúmeras situações pelas quais passei, no papel de síndica.

Me impressiona como algumas pessoas chegam para o síndico, dedo em riste, falando alto e criticando com veemência uma decisão tomada. A experiência me fez criar um comportamento padrão para enfrentar situações como esta. Sempre que um(a) condômino(a) vinha com uma crítica, eu reagia perguntando, na maior calma: " Certo, mas o que o(a) sr(a) me propõe como solução?".

Minha (muitas vezes aparente) calma era sempre inversamente proporcional à falta de educação do(a) interlocutor(a), mas este tipo de reação mostrou-se muito eficiente pois, como num passe de mágica, o assunto acabava ali, pois solução que é bom, nada... Propor soluções dá trabalho!

Tem gente que gosta mesmo é de criticar para criar polêmica; ou, se estiver em uma assembléia de condomínio, para criar tumulto.

É fundamental que as pessoas reflitam e não tomem atitudes desvairadas, que muitas vezes beiram o ridículo, pois, como eu disse no princípio, criticar é mais fácil que fazer melhor.

"Eu não sei o caminho para o sucesso; mas, sem dúvida, o caminho para o fracasso é querer agradar todo mundo". (John Kennedy) 

terça-feira, 24 de maio de 2011

21. Investigação no Condomínio


"-... Posso olhar o vídeo novamente? Perguntou o homem.
- Claro! Respondeu a sindica.
- Nossa! Como ele é parecido comigo né? Disse o homem.
- Parecido com o senhor não, Seu Aloísio, esse homem aí é o senhor! Falou a síndica, com firmeza.
- Mas como pode ser? Eu não me lembro de nada disso... Falou o homem.
- Olha, Seu Aloísio, o senhor me desculpe falar destas coisas, eu sei perfeitamente que isso não me diz respeito, mas também alterado do jeito que o senhor chega aqui no condomínio eu não me admiro que o senhor não se lembre de muitas coisas. Confesso ao senhor que, apesar de estranhar muito que um marmanjo deste tamanho estivesse fazendo xixi no vaso do hall de entrada, eu logo desconfiei do senhor. Disse a síndica.
- Nossa! Mas ele é muito parecido comigo mesmo. As plantas estão atrapalhando um pouco a visão mas... O senhor Aloísio procurava desconversar.
Diante dos fatos, nem foi necessário aplicar as técnicas do CSI para chegar ao autor da estranha e inusitada irrigação sofrida pelo vaso do hall de entrada." (Edilson Rodrigues da Silva)
Este texto é uma crônica bem humorada a respeito de uma situação perfeitamente passível de ocorrer num condomínio. Certo dia encontramos um carro todo aberto, atravessado no caminho da garagem, impedindo a passagem. O morador provavelmente chegou à noite em estado semelhante ao do Seu Aloísio, da crônica acima. Mas ao ser procurado no dia seguinte e confrontado com as imagens da câmera de segurança disse, com a maior cara de inocente, que esqueceu de puxar o freio de mão e o carro andou sozinho. Explicação para as janelas abertas ele não deu, mas diante de tais 'argumentos', precisava?
"A educação visa melhorar a natureza do homem, o que nem sempre é aceito pelo interessado." (Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 1 de maio de 2011

17. O Parquinho - Antes e Depois



Acabamos de comprar brinquedos novos para o parquinho do condomínio. Brinquedos de plástico lindos, coloridos e caros. O parquinho ficou bem bonito e a alegria das crianças foi o maior retorno do investimento. Mas vendo estas crianças brincando, lembrei da minha infância, e de como, em 4 décadas, os parâmetros de diversão e segurança mudaram tanto - infelizmente, para pior.

Tive uma infância feliz num subúrbio do Rio de Janeiro, cercada por muitos amigos. As brincadeiras não dependiam de controles remotos nem de eletricidade. Dependiam apenas de disposição, companhia e tempo firme, de preferência. Se bem que muitas vezes era uma delícia brincar na chuva, tomando banho na água que jorrava da calha (será que as crianças de hoje sabem o que é uma calha?).

Pois é, brincava-se na rua até tarde, sem medo. Para os meninos, bastava uma bola de futebol ou um punhado de bolas de gude; para as meninas, panelinhas de plástico e bonecas simples; para ambos, uma corda de pular ou uma bicicleta eram o auge do prazer.

Aliás, uma corda de qualidade era um achado. Se pendurada num galho forte de árvore (tarefa que demandava ajuda de um adulto), virava um delicioso balanço. Manuseada por um grupo de crianças, podia virar cabo de guerra ou corda de pular. As mãos pequeninas e frágeis terminavam a brincadeira calejadas, machucadas, mas quem se importava? Éramos felizes!

As crianças de hoje têm à sua disposição lindos parquinhos, brinquedos de última geração e várias atividades em condomínios com diversas ofertas de lazer, mas infelizmente não têm a liberdade que a segurança dos tempos antigos nos proporcionava. Mas como nunca vivenciaram este tipo de liberdade, são felizes do mesmo jeito. E como é gratificante ver crianças felizes!


"Na infância, bastava ter sol lá fora. O resto se resolvia." (Fabrício Carpinejar)